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B4) PROCESSAMENTO AUDITIVO 

       a) Discriminação de freqüência    

                        Como foi visto anteriormente um som de certa freqüência faz vibrar a cadeia tímpano-ossicular e a perilinfa com a mesma freqüência desencadeando a onda viajante e fazendo com que um grupo especifico de neurônios seja estimulado. Eles vão fazer sinapses com grupos específicos de neurônios ao longo da via auditiva central até o córtex cerebral existindo uma correspondência neural de freqüência entre cóclea, córtex temporal e também ao longo da via (teoria topográfica) - Fig.4a.1.

                        A célula ciliada interna vibra em ressonância com a freqüência do som incidente e o primeiro neurônio da via auditiva tem impulsos nervosos na mesma freqüência. Como um único neurônio não é capaz de abranger todas as freqüências audíveis um grupo de neurônios é que faz essa função com impulsos de diferentes freqüências em cada neurônio (princípio de volley) - Fig.4a.2.

 

 

  

 

                   Figura 4a.1 Discriminação de freqüência                                                                Figura 4a.2 Princípio de volley

 

 

 

       b) Discriminação de intensidade

 

                        Um som mais intenso faz vibrar a cadeia tímpano-ossicular com maior amplitude. Na cóclea a onda viajante será mais ampla e o estímulo será mais intenso e com uma área maior de células estimulada. Quanto mais intenso o som mais células e fibras são excitadas.

 

       c) Localização do som - Fig.4c

 

                        A base para a localização espacial da fonte sonora é a diferença de tempo e intensidade do som que chega às duas orelhas e é analisada pelo sistema nervoso central.

 

 

            

                            Diferenças nos tempos de chegada do som nas orelhas direita e esquerda                         Diferenças nas intensidades

 

 

Figura 4c Localização espacial da fonte sonora

 

       d) Discriminação de sons complexos - Fig.4d

 

                        A discriminação de tons puros foi detalhada anteriormente e é processada no SNC ao nível do tronco cerebral. Um paciente com uma lesão auditiva cortical pode ter uma audição normal para tons puros e não conseguir entender a palavra falada.

                        Um som complexo como o da palavra falada é formado por tons puros de várias freqüências e intensidades que são processadas ao nível de todo o aparelho auditivo e a sua compreensão exige outras funções superiores como por exemplo a memória auditiva.

Figura 4d Discriminação de sons complexos ao nível da cóclea

 

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